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By Tomás Antônio Gonzaga

Quantas vezes Lidora me dizia,

Ao terno peito minha mão levando:

— Conjurem-se em meu mal os astros, quando

Achares no meu peito aleivosia!

Então que não chorasse lhe pedia,

Por firme seu amor acreditando.

Ah! que em movendo os olhos, suspirando,

Ao mais acautelado enganaria!

Um ano assim viveu. Oh! céus, agora

Mostrou que era mulher: a natureza,

Só por não se mudar, a fez traidora.

Não, não darei mais cultos à beleza,

Que depois de faltar à fé Lidora,

Nem creio que nas deusas há firmeza.