A ALICE
Silva Lisboa, marujo,
Preto e desertor da Armada,
Entrou em casa de um cujo,
Como se fosse criada.
Serviu banho às sinhazinhas,
Como uma serva qualquer;
E tinha seios, e anquinhas,
E ademanes de mulher.
Dengoso, imberbe e faceiro,
E belo, apesar de escuro,
Namorou muito copeiro,
Fez escalar muito muro.
Pintou a manta esta Alice
E, enfim, é lastima só
Que de serva não servisse
Ao nosso doutor Deiró...