A ALICE

By Sebastião Cícero dos Guimarães Passos

Silva Lisboa, marujo,

Preto e desertor da Armada,

Entrou em casa de um cujo,

Como se fosse criada.

Serviu banho às sinhazinhas,

Como uma serva qualquer;

E tinha seios, e anquinhas,

E ademanes de mulher.

Dengoso, imberbe e faceiro,

E belo, apesar de escuro,

Namorou muito copeiro,

Fez escalar muito muro.

Pintou a manta esta Alice

E, enfim, é lastima só

Que de serva não servisse

Ao nosso doutor Deiró...