[A alma de Juvêncio]

By João da Cruz e Sousa

A alma de Juvêncio foi suspensa

Da tarde no arrebol... suavemente

Perdendo-se veloz, alistridente

Nos páramos azuis, na esfera imensa.

Após tardo viver em sombra densa

E sempre a burilar no crânio ardente,

Depôs o alvião, a pena ingente

O nobre lutador. Fatal sentença.

Enquanto o corpo seu na sepultura

Dos vermes jaz enfim, já carcomido,

Faltando-se de horror, de noite escura,

Sua alma, seu espírito, fundido

Dos gênios imortais na luz que apura,

Altivo há de passar soberbo, erguido.