A alma justa

By Juvêncio de Araújo Figueredo

A alma que é justa, quando sobe ao Empíreo,

Veste as alvas dalmáticas da lua,

E é mais leve do que do branco lírio

O aroma que no zéfiro flutua.

Se sofreu os espinhos do martírio,

Como se andasse sobre espinhos, nua;

Se andou atrás das ânsias, em delírio,

Ei-la subindo a sacrossanta Rua...

Ei-la do pó do frio chão despida...

Ei-la, portanto, na suprema vida,

Que é a dos seres bem-aventurados;

Dos que na terra andaram de joelhos,

Lendo e cumprindo os Santos Evangelhos,

Com os braços no Amor crucificados.