A BORBOLETA

By Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Qualquer festa, onde Momo se intrometa,

Brônzeo, quebrando o ramerrão frequente,

Possui, possui incontestavelmente

Necessidade duma borboleta.

Sou este inseto esplêndido e insolente

De asa impecabilíssima e faceta...

Mas, em torno de mim, quanta careta

Feia, capaz de arrepiar a gente!

Adejo aqui. Adejo ali. Adejo

Além... Nutro um desejo e outro desejo

E, às vezes, faço bem e faço mal...

Polichinelos vis da Humanidade,

Eu represento a volubilidade

Das borboletas deste carnaval.