A CIDADE DE BARBACENA

By José Joaquim Correia de Almeida

Da corrupta atmosfera cortesã

De pútridos miasmas,

Peregrino viandante, vens fugindo,

E já percorreste

As sombrias florestas do P’raíba,

E galgaste a soberba Mantiqueira,

Teatro de infortúnios

Para o triste Mineiro, que buscara

A estrada que ao empório o conduzia.

Toma alento, descansa da fadiga;

Já não tens de subir, e estás bem longe

Da corrupta atmosfera cortesã

De pútridos miasmas.

Nesta imensa chapada que deslizas

Não parece que as raias do horizonte

Amplíssimas excedem teus olhares?

Acaso não respiras docemente

O plácido favônio?

Como teu coração não se dilata

Enérgico batendo

De inefável prazer dentro do peito!

Não vês além, nas bordas da campina

Alvejante Cidade sobranceira?

Vê, repara! É altiva Barbacena

Ufana do caráter de seus filhos

Vê, repara! É altiva Barbacena

Erguido Capitólio inacessível

Aos botes de ridículos mandões.