A D. CATARINA MICHAELA DE SOUZA TENDO FEITO A HONRA AO AUTOR DE LHE OFERECER UMA...
Minha respeitosa mão
De seus limites não sai;
A escritura que aqui vai
Não é carta, é petição;
Até ante os tronos vão
Vozes em papel inclusas;
As minhas não vão confusas;
São memória bem claro;
Sou poeta, dái-me amparo,
É obrigação das musas.
Não peço hoje para mim;
Bem coberto anda meu peito;
Inda beijo, inda respeito
Uma vestia de selim.
Triste irmão tem já no fim
Farda rota e chamuscada;
Tem má cor, e é mal fadada;
Quer que a mão piedosa e franca,
Que a mim me deu vestia branca,
Lhe de casaca encarnada.