A D. CATARINA MICHAELA DE SOUZA TENDO FEITO A HONRA AO AUTOR DE LHE OFERECER UMA...

By Nicolau Tolentino de Almeida

Minha respeitosa mão

De seus limites não sai;

A escritura que aqui vai

Não é carta, é petição;

Até ante os tronos vão

Vozes em papel inclusas;

As minhas não vão confusas;

São memória bem claro;

Sou poeta, dái-me amparo,

É obrigação das musas.

Não peço hoje para mim;

Bem coberto anda meu peito;

Inda beijo, inda respeito

Uma vestia de selim.

Triste irmão tem já no fim

Farda rota e chamuscada;

Tem má cor, e é mal fadada;

Quer que a mão piedosa e franca,

Que a mim me deu vestia branca,

Lhe de casaca encarnada.