A DOR MAIOR

By Gustavo de Paula Teixeira

Quando eu te disse o adeus de extrema despedida,

Sob o caramanchel, num plácido recanto,

Tua alma soluçou de súbito ferida

E teus olhos azuis encheram-se de pranto!

Mudo, sem o fulgor de uma divina opala

Nos cílios, abracei-te entre um pungir de abrolhos:

Mas a dor que mais dói é aquela que se cala!

O pranto que mais arde é o que não sobe aos olhos!