A ESTA DÉCIMA RESPONDEO O POETA COM ESTE SONETO.

By Gregório de Matos Guerra

De repente, e cos mesmos consoantes

Não o fazem Poetas negligentes,

Um Apolo o fará Mestre das gentes,

E vós, Gonçalo, Sol dos Estudantes.

A princípios tão raros, e elegantes

As Musas já se prostram reverentes,

Querendo duplicar-vos muitas frentes,

Porque um laurel não são lauréis bastantes

Canta pois, doce espírito engenhoso,

Nunca a Lira deponhas, nem suspendas,

Porque das nove o coro soberano

Se põem no Sacro Monte deleitoso

Umas, porque Mecenas as acendas,

Outras, porque as emendes Mantuano.