À INAUGURAÇÃO DA ESTÁTUA EQUESTRE DE EL-REI D. JOSÉ I
Enquanto o reino cheio de ternura
Ao grande benfeitor te há consagrado,
E respeita aos teus pés ajoelhado
O rei augusto de quem és figura:
Enquanto os que me vencem em ventura
Abrindo o antigo cofre chapeado,
Mandam de prata e d’oiro recamado
Entretecer a rica vestidura:
Eu que não tenho d’esta louçania,
De outra sem pejo sairei composto,
Que não cede à mais fina pedraria.
São terníssimas lágrimas de gosto:
Nem infama o triunfo deste dia
Quem põe por gala o coração no rosto.