A LUIZ PINTO DE SOUSA, QUE PROMOVE O DESPACHO DE UM IRMÃO DO AUTOR

By Nicolau Tolentino de Almeida

Senhor, deste volcão convencionista,

Eu, mais que o triste irmão, no p’rigo entrava

Que tem que ver fuzil, que não matava,

Co’a seta hervada de uma letra à vista?

Do Rosselhão na rápida conquista.

Da Madalena na subida brava,

Eu daqui mesmo ao lado seu marchava,

Nomeado por ele em assentista;

Hoje, porém, em que ambos nós curamos,

Ele o golpe do peito, eu os da caixa,

E com a espada a bolsa penduramos,

Qualquer de nós o alegre rosto abaixa;

E essa mão benfeitora vos beijamos,

Ele por despachado, eu por dar baixa.