A MANUEL FERREIRA DE VERAS NASCENDOLHE HUM FILHO, QUE LOGO MORREO, COMO TAMBÉM A...
Um prazer, e um pesar quase irmanados,
Um pesar, e um prazer mas divididos
Entraram nesse peito tão unidos,
Que Amor os acredita vinculados.
No prazer acha Amor os esperados
Fruitos de seus extremos conseguidos,
No pesar acha a dor amortecidos
Os vínculos do sangue separados.
Mas ai fado cruel! que são azares
Toda a sorte, que dás dos teus haveres,
Pois val o mesmo dares, que não dares.
Emenda-te, fortuna; e quando deres,
Não seja esse pesar em dous pesares,
Nem um prazer enterrado nos Prazeres.