A MANUEL FERREIRA DE VERAS NASCENDOLHE HUM FILHO, QUE LOGO MORREO, COMO TAMBÉM A...

By Gregório de Matos Guerra

Um prazer, e um pesar quase irmanados,

Um pesar, e um prazer mas divididos

Entraram nesse peito tão unidos,

Que Amor os acredita vinculados.

No prazer acha Amor os esperados

Fruitos de seus extremos conseguidos,

No pesar acha a dor amortecidos

Os vínculos do sangue separados.

Mas ai fado cruel! que são azares

Toda a sorte, que dás dos teus haveres,

Pois val o mesmo dares, que não dares.

Emenda-te, fortuna; e quando deres,

Não seja esse pesar em dous pesares,

Nem um prazer enterrado nos Prazeres.