A MORTE DA EXCELENTISSIMA PORTUGUEZA D. FELICIANA DE MILÃO RELIGIOSA DO CONVENTO...
Ana, felice foste, ou Feliciana,
Que só por ver com Deus teu sprito unido
Te desunes de um corpo, que eu duvido,
se é corpo, ou se matéria soberana.
Hoje, que habitas gloriosa, e ufana
Esse reino de luz, que hás merecido,
Não te espantes de um choro enternecido,
Que de meus saudosos olhos mana.
Pois já descansa em paz, e já repousa
Tua alma venturosa, e a branda terra
Te guarda o sono, que romper não ousa;
Peregrino, o temor hoje desterra,
Chega, e dize ternuras a essa lousa,
Que tão religioso corpo encerra.