A MORTE DESTE CONDE SUCCEDIDA NO MAR QUANDO SE RETIRAVA PARA LISBOA.

By Gregório de Matos Guerra

Do Prado mais ameno a flor mais pura,

Que em fragrâncias o alento há desatado,

Hoje a fortuna insípida há roubado

A pompa, o ser, a gala, a formosura.

Flor foste, ó Conde, a quem a desventura

Por decreto fatal do iníquio fado

Quis dar-te como flor do melhor Prado

Tumba no mar, nas águas sepultura.

Porque menos decente o monumento

Poderias achar no infeliz caso

De ver extinto tanto luzimento.

Por magnânimo herói no final prazo

Somente na extensão desse elemento

Terias como sol decente ocaso.