A MORTE VIOLENTA QUE LUIZ FERREYRA DE NORONHA CAPITÃO DA GUARDA DO GOVERNADOR ...

By Gregório de Matos Guerra

Brilha em seu auge a mais luzida estrela,

Em sua pompa existe a flor mais pura,

Se esta do prado frágil formosura,

Brilhante ostentação do céu aquela.

Quando ousada uma nuvem a atropela,

Se a outra troca em lástima a candura,

Que há também para estrelas sombra escura,

Se para flores há, quem as não zela.

Estrela e flor, José, em ti se encerra,

Porque ser flor, e estrela mereceu

Teu garbo, a quem a Parca hoje desterra.

E para se admirar o indulto teu,

Como flor te sepultas cá na terra,

Como estrela ressurges lá no céu.