A NOSSA SENHORA
Se a febre atraiçoada enfim declina,
E se se esconde a aberta sepultura,
Ao vosso rogo o devo, ó Virgem pura,
Por quem me quis livrar a mão divina:
Sem Vós debalde a esperta medicina
Traça, e aparelha a desejada cura;
Sem Vós o índio adusto em vão procura
A amarga casca da saudável quina.
Quando em luta co’a morte me contemplo,
Sem haver já no mundo quem me valha,
Do vosso grão poder, que grande exemplo!
Vencestes; e em memória da batalha
Penduro nas paredes deste templo.
Rasgando, um novo lázaro, a mortalha.