A NOSSA SENHORA

By Nicolau Tolentino de Almeida

Se a febre atraiçoada enfim declina,

E se se esconde a aberta sepultura,

Ao vosso rogo o devo, ó Virgem pura,

Por quem me quis livrar a mão divina:

Sem Vós debalde a esperta medicina

Traça, e aparelha a desejada cura;

Sem Vós o índio adusto em vão procura

A amarga casca da saudável quina.

Quando em luta co’a morte me contemplo,

Sem haver já no mundo quem me valha,

Do vosso grão poder, que grande exemplo!

Vencestes; e em memória da batalha

Penduro nas paredes deste templo.

Rasgando, um novo lázaro, a mortalha.