A ROSEIRA

By Gustavo de Paula Teixeira

No jardim de Violeta, à despedida,

Plantei, num vaso d’oiro, uma roseira,

E, cativando a sua mão querida,

Disse num tom de mágoa verdadeira:

“Enquanto o amor com seu sublime encanto

“Te encher o olhar de lágrimas preciosas,

“Que esta roseira, que de joelhos planto,

“Traga sempre uma túnica de rosas...

Andei por longes terras levantinas,

Guardando nalma — escrínio de saudades, —

Da sua voz as notas cristalinas,

Do seu olhar as doces claridades.

Quando volvi ao meu país risonho

Todo o jardim de flores se cobria:

Mas na roseira do meu lindo sonho

(Pobre de mim!), nem um botão havia!