A UM PADRE GUARDIÃO

By Nicolau Tolentino de Almeida

Meu padre guardião, que exemplarmente

Regeis essa capucha sociedade,

Que munida do véu da santidade

Passa como não passa a mais da gente:

Vós que à força de braço onipotente

Fazeis tremer do inferno a potestade,

E aos exorcismos só de um vosso frade

Se explica o demo em português corrente:

Logo que dessa estola o forte escudo

Buscar esbelta ninfa, que atacada

Seja d’algum demônio surdo ou mudo,

Mandai dos Marquês conte a trapalhada:

Pois só ele, que foi o que urdiu tudo,

Sabe quem cometeu a velhacada.