A UMAS SEZÕES TEIMOSAS
Não posso mais, cruéis sezões malinas,
Tratar-vos bem como vos hei tratado;
Já mísero cotão sai despegado
Das rotas algibeiras cristalinas;
Buscai agora a quem chegar das minas,
Ou quem entronque em linha de morgado;
Que algum vintém que eu tinha, está fumado
Em águas de Inglaterra, purgas, quinas;
Mudai sítio, que eu mudo de costume;
Já não revoam Neste promontório
Rolas de peso, frangas de chorume;
Torna a surgir no simples refeitório
O fiel bacalhau, o vil legume,
Que é o que d’antes dava o reportório.