A UNS ANOS
Um taful, que passou ao vosso lado
No férvido Estoril um quente dia,
De cuja bolsa já cotão saía,
Que assim o quis o séve endiabrado;
Hoje a lira na mão, o rosto alçado,
Largando o copo, paia os céus dizia:
“Cem vezes reais, ó ditoso dia,
Que deste ao mundo este taful honrado:
“Não lhe peço que imite os seus maiores;
Bem lh’o encomenda o sangue, inda que mudo,
Dos antigos, leais progenitores:
“Só lhe peço que faça ao séve estudo,
E deixe sem real estes senhores
Com o copo na mão topando tudo.”