A.A.

By Emílio Nunes Correia de Meneses

Rumo ao mar! Eis a frase predileta

De quem na Armada, hoje é senhor da pasta,

E que, para poder tocar a meta,

Mil tropeços, mil óbices afasta.

Mas o rumo ao bom senso é a linha reta

De quem as verbas do Tesouro gasta.

E tudo o mais é sonho de poeta.

(Alexandrino é verso e isto não basta).

Mas se é verso, não seja verso branco,

Pois facilmente a rima rica brota,

A quem da inspiração tem porto franco.

Olhe os bancos de areia nessa rota:

Se ela, no rumo ao mar, trepar num banco

A Nau do Estado vai à bancarrota.