ACHANDO-SE O AUTOR PRESO DOS BELOS OLHOS DE MÁRCIA
Eu vi a Márcia bela, vi Cupido
Com arco, setas e cruel aljava,
Com ímpeto sair de d’onde estava,
E voar para mim enfurecido.
Fugi; bradei: porém não fui ouvido;
E o tirano rapaz que me buscava.
Cora uma e outra seta me atirava.
Até de todo me deixar rendido.
Atou-me as mãos com ásperas cadeias,
Sem o mover o sangue que corria
Do roto coração, das rotas veias.
Antes, com frio riso me dizia;
“E não sabias tu, que amor receias,
“Que nos olhos de Márcia amor vivia?”