ALICE S. CARVALHO
A humanidade unânime e alto a aplauda!
Porque a esta irmã da aurora, quando desce
O sol, seu noivo, na celeste lauda
Epinícios de togo áureo oferece!
Erguem-se em roda do seu vulto lindo
Nuvens claras de incenso muito brando...
Há por tudo um rumor de asas se abrindo
E um barulho de pérolas rolando.
Um deus doce licor do céu lhe oferta
Numa rosa de pétalas vermelhas:
— Rosa paradisíaca entreaberta
Para os beijos da aurora e das abelhas!
E a estátua da Anadiômene, alva e bela,
Diante de quem toda beleza é pouca,
Os níveos braços move para ela,
Com um sorriso de mármore na boca!