Alma crente

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Como voltou feliz! Como voltou cantando

Como uma patativa! E ela, alegre, voltou

Da igreja do Rosário, onde esteve rezando,

E onde, à Nossa Senhora, uma vela entregou.

Como voltou feliz, da alma crente vazando

A graça que no altar de Maria encontrou,

No momento em que o seu coração meigo e brando,

Do rosário da crença as contas desfiou...

De volta ao velho rancho onde morava, disse,

Toda cheia de paz, de sorriso e meiguice:

“Filho, a tua saúde, há de, em breve, voltar”,

E assim aconteceu. À Flava madrugada

Do outro dia, saía o Paulo, da enseada

Remansosa, serena, às redes no alto mar!