Almas livres

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Se as desoladas pedras dos caminhos

Vivem seguidamente a se encontrar,

Através da poeira, ou dos espinhos,

E às vezes pelas praias, junto ao mar.

Se de outra forma, cheias de carinhos,

Buscam intimamente se falar,

Ora sob o clarão de céus de arminhos,

Ora à chuva que cai, para as cavar...

Ah! quanto mais as almas das criaturas,

Emigradas das límpidas alturas

Ou para lá seguindo, em plena graça.

E as nossas almas, livres, se encontraram;

E, dos sonhos felizes que sonharam,

Fez-se na terra o amor que as entrelaça.