Alvorada da indústria

By João da Cruz e Sousa

Entreabre a natureza o místico pulmão,

Lembrando quem se ergue, aos tombos, dum letargo

E sente o latejar do rubro coração,

O músculo a distender, hercúleo, brônzeo, largo!

Uivando — o Trem de Ferro — estende a cauda enorme...

Enquanto nuns estranhos, íntimos vocábulos

Os passageiros gazis, nos bons conciliábulos

Orquestram pelo ar, em bando multiforme!...

Os seios tropicais se abalam da floresta

E a amena capital pressente, toda em festa,

Que apagam-se da treva as nódoas e os estigmas!...

Irrompe a exuberância audaz da natureza,

E as almas patriotas, ébrias de surpresa,

Decifram do porvir os rútilos enigmas!!...