ALZ. BASTOS

By Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Esta a quem doce olhar, tímido, furtas,

De régio entono e de perfil bizarro,

Vem, coroada de pâmpanos e murtas,

Alegoricamente no seu carro.

Um punhado de pérolas lhe enfeita

A cabeleira esplêndida e o vestido!

— Empunha, altiva, um cetro à mão direita

E esmaga aos pés um coração ferido!

Ondeia ao vento a clâmide vermelha

No ombro alvo e nu, de rosa e leite, morno,

E a víbora da Inveja olha-a de esguelha,

Com a língua preta babujando em torno!

O tigre do Ódio vê-se brando ante ela

E a serpente da Cólera ígnea, em calma!

— Dormem quietas, em suma, às plantas dela

Todas as feras que nós temos n’alma! —