Amor materno

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Nesse recanto agreste, onde foi sepultado

O corpo de teu filho, o que virá nascer?

Nascerá, certamente, um salgueiro aromado,

A cuja sombra o teu amor há de viver...

Jamais esquecerás esse lugar sagrado,

E ali, teu coração há de sempre bater,

Porque no amor não há um coração parado,

A dormir sem sonhar, ou sem mágoas sofrer.

O amor de que te falo é o grande amor materno,

Que, quando necessário, até ao próprio inferno

Vai, em busca dum filho, em todos os momentos...

Quanto mais, quanto mais nessa praia saudosa,

Onde vives clamando, onde vives chorosa,

Mas confiando na paz dos altos firmamentos!