Amparo

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Essa que ao coração me fala, quando

Me vejo triste, imensamente triste,

Não desceu a este mundo miserando

Senão na luz que no alto céu existe.

E, portanto, feliz, e peito brando,

É quem as ânsias da minha alma assiste,

Afastando-a do assalto formidando

Da dor que fere como lança em riste.

Vejo-a na estrada aspérrima do mundo,

Sempre bondade, sempre amor fecundo,

Sempre a pedir a luz desses espaços...

E ao vê-la, assim, nessa ideal beleza,

Não maldigo esta vida, na certeza

De me ver amparado nos seus braços.