Antônio

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Quando eu mais do que hei sido for lançado

Às calúnias horríveis, às intrigas,

Abre-me, filho, as tuas mãos amigas,

E eu me veja por elas amparado.

À luz do teu olhar seja eu guiado

Para os trigais do amor, de áureas espigas...

E que me sigas a cantar, me sigas

Se o caminho estiver abandonado!...

Como o Santo da Lenda, o meigo Santo

Que o próprio pai livrou da forca, enquanto

No púlpito rezava uma oração,

Livra a minh’alma aflita, por piedade,

Das esponjas molhadas na crueldade...

E ande eu velhinho pela tua mão!