AO CONDE DOS ARCOS SOBRE OMESMO ASSUNTO DE SE IMPRIMIREM AS OBRAS DO AUTOR
Bateu aos vossos portais
Um morador do outro polo;
Veio ao templo de Minerva
Dar um recado de Apolo;
Vós sois dos seus obrigados,
Bebeis seu licor divino;
Manda que lembreis na Rosa
O esquecido Tolentino;
Sei que ali meu pobre livro
Altos protetores tem;
Mas agora só se fala
Nesta mágica Dutein;
Apolo não troca as Artes;
Mas vendo a artífice, enfia;
Receia que com tais braços
A dança afaste a poesia;
Também sois réu; mas bem pode
A mágia dos passos seus
Encantar os vossos olhos,
Sem fazer chorar os meus.