AO CONSELHEIRO FRANCISCO FELICIANO VELHO DA COSTA, PROCURADOR FISCAL DAS MERCÊS

By Nicolau Tolentino de Almeida

Senhor, um triste alferes reformado.

Pobre e casado, alem de pretendente.

Seus papéis me apresenta humildemente,

E quer que vão à Cruz do Tabuado:

Apenas lhe cobria o peito honrado

Farpada casaquinha transparente:

Os pobres fazem dó, principalmente

A quem do mesmo mal anda apalpado;

Peguei nas certidões, fui combiná-las;

E depois de arranjá-las e cosê-las.

Em nome meu lhe prometi mandá-las;

E pois que são mercês o objeto d’elas,

É digno ofício em vós fiscalizá-las,

E em mim costume antigo recebê-las.