AO CONSELHEIRO FRANCISCO FELICIANO VELHO DA COSTA, PROCURADOR FISCAL DAS MERCÊS
Senhor, um triste alferes reformado.
Pobre e casado, alem de pretendente.
Seus papéis me apresenta humildemente,
E quer que vão à Cruz do Tabuado:
Apenas lhe cobria o peito honrado
Farpada casaquinha transparente:
Os pobres fazem dó, principalmente
A quem do mesmo mal anda apalpado;
Peguei nas certidões, fui combiná-las;
E depois de arranjá-las e cosê-las.
Em nome meu lhe prometi mandá-las;
E pois que são mercês o objeto d’elas,
É digno ofício em vós fiscalizá-las,
E em mim costume antigo recebê-las.