AO GRANDE PREGADOR P. MANUEL DE MACEDO, EX-CONGREGADO DO ORATÓRIO
O químico infernal drogas malditas
Ajuntou num lambique som demora;
Ferro, veneno, víbora traidora,
Cartas da mão de Machivelo escritas:
Com fogo lento, pragas infinitas,
Destilou tudo, e em pouco mais d’um’hora
Pelo gargalo do lambique fora
Saíram par a par dois jesuítas:
Mostrou a sua obra ao reino escuro;
Tornou a destilar muito em segredo
Saiu um Manigrepo inda mais puro:
O dono, que o forjou, teve-lhe medo:
Despejou o lambique num monturo,
K saiu d’esta borra o grão Macedo.