AO JOGO DO ISQUE

By Nicolau Tolentino de Almeida

Qualquer taful, que nas partidas roda;

Logo na mesa do isque se intromete;

Ao jogo da tristeza se submete,

Escravo vil da variável moda:

Quando em guerras ardesse a Europa toda,

E suasse aos ministros o topete,

Nenhum no aferrolhado gabinete

Andara tanto co’a cabeça à roda.

Deve o jogo causar divertimento;

Mas o tal isquezinho endiabrado

Mete as sérias cabeças a tormento:

Eu nunca o jogo; só me traz tentado

Bisca coberta, truque fraudulento,

Que são os jogos com que fui criado.