Ao luar

By Delminda Silveira de Sousa

Era já noite; plácida surgia,

detrás do serro, a lua majestosa;

uma voz meiga e triste, carinhosa,

das flores nos perfumes se expandia.

Sons de viola a viração trazia

Juntos às notas da canção maviosa;

e a Natureza quieta, preguiçosa,

da paz nos braços, grata adormecia.

E como bênção divinal, serena,

plena de graças, de doçuras plena

ia o luar suavíssimo descendo,

no seu manto de luz maravilhosa

uma casinha rústica, ditosa,

do sonho nos mistérios envolvendo.