AO MESMO E PELO MESMO CASO, QUE CHAMAVA AO POETA SEU MESTRE NA SOLFA, PORQUE COM...
Quem deixa o seu amigo por arroz,
Não é homem, nem é de o ser capaz,
É Rola, Codorniz, Pomba torquaz
Não falo em Papagaios, e Socós.
Quem diz, que vai ficar dois dias sós,
E seis dias me tem neste solaz,
Tão pouco caso do seu mestre faz,
Como faz do seu burro catrapós.
Andar: ele virá cantar os rés,
E então lhe hei de entoar tão falsos mis,
Que saiba, como pica o meu revés.
Dai vós ao demo o decho de aprendiz,
Que a seu mestre deixou tão triste rês
Por quatro grãos de arroz, quatro ceitis.