AO PRINCIPAL CASTRO, PEDINDO-LHE A SOLTURA DE UM ESTUDANTE PRESO POR TURBULENTO,...

By Nicolau Tolentino de Almeida

Aquele de quem tu o sangue trazes,

Já me livrou de um íntimo cuidado;

Deu ouvido piedoso ao meu recado,

O mesmo fez, que tu agora fazes.

Em mal polidas, mas humildes frases,

Um soneto lhe foi apresentado;

O papel vinha em lágrimas banhado,

O assunto, já se sabe, eram rapazes.

Mostrou ao rogo meu ledo semblante;

E o seu ilustre coração clemente

Honrou e despachou o suplicante.

Tu és seu filho; e não será decente,

Que sendo o caso em ludo semelhante,

Só o sucesso seja diferente.