AO PRINCIPAL CASTRO, PEDINDO-LHE A SOLTURA DE UM ESTUDANTE PRESO POR TURBULENTO,...
Aquele de quem tu o sangue trazes,
Já me livrou de um íntimo cuidado;
Deu ouvido piedoso ao meu recado,
O mesmo fez, que tu agora fazes.
Em mal polidas, mas humildes frases,
Um soneto lhe foi apresentado;
O papel vinha em lágrimas banhado,
O assunto, já se sabe, eram rapazes.
Mostrou ao rogo meu ledo semblante;
E o seu ilustre coração clemente
Honrou e despachou o suplicante.
Tu és seu filho; e não será decente,
Que sendo o caso em ludo semelhante,
Só o sucesso seja diferente.