AO SECRETÁRIO D’ESTADO, VISCONDE DE VILA NOVA DA CERVEIRA, DEPOIS MARQUÊS DE PONTE DE LIMA
A longa cabeleira branquejando,
Encostado no braço de um tenente,
Cercado de infeliz chorosa gente
Ia passando o velho venerando.
Gerais respostas para o lado dando:
“Sim, senhor; bem me lembra; brevemente;”
Na praguejada mão onipotente
Nunca lidos papéis ia aceitando.
Mas eu que já esperava altas mudanças.
Melhor tempo aguardei, e na algibeira
Meti a petição e as esperanças.
Chegou, senhor visconde, a viradeira:
Soltai-me a mim também d’estas crianças,
Onde tenho o meu forte da Junqueira.