AO SECRETÁRIO D’ESTADO, VISCONDE DE VILA NOVA DA CERVEIRA, DEPOIS MARQUÊS DE PONTE DE LIMA

By Nicolau Tolentino de Almeida

A longa cabeleira branquejando,

Encostado no braço de um tenente,

Cercado de infeliz chorosa gente

Ia passando o velho venerando.

Gerais respostas para o lado dando:

“Sim, senhor; bem me lembra; brevemente;”

Na praguejada mão onipotente

Nunca lidos papéis ia aceitando.

Mas eu que já esperava altas mudanças.

Melhor tempo aguardei, e na algibeira

Meti a petição e as esperanças.

Chegou, senhor visconde, a viradeira:

Soltai-me a mim também d’estas crianças,

Onde tenho o meu forte da Junqueira.