AOS ANOS DO PRÍNCIPE II
Foi este, alto senhor, o santo dia,
O céu o concedeu, o céu que é justo;
Aflito o povo, posto em dor, e em susto
Com lágrimas ardentes lh’o pedia.
O fértil Ganges nas entranhas cria
Ofertas para vós, príncipe augusto,
E ajoelhado na praia o povo adusto
Rico tesouro a vossos pés envia.
Ao reino tecereis dias dourados,
Sem precisar que os fastos lusitanos
Vos contem as ações dos reis passados.
Ponde os olhos nos vivos soberanos,
Estudai-lhe as doutrinas e os cuidados,
E a pátria aclamará os vossos anos.