AOS MACHOS RUSSOS
Dos russos machos na caída orelha
De três lustros a marca anda estampada;
Entre as câimbras, um palmo pendurada
Babando rega a terra a língua velha;
Troquei por andaluz serril parelha.
Do alegre cara e corpulenta ossada;
Os pés sem ferro, a cauda tosquiada,
E o vasto bojo cheio de guedelha;
São machos tais, que natural fereza
Do Lagoia à fatal cavalariça
Os levara co’a sege a arrastos presa;
Mas já que em dar-lhe a torna houve preguiça,
Se forem ter-lhe a casa por braveza,
Poupo a vergonha de irem por justiça.