AOS SONETOS QUE FAZIA JOSÉ DANIEL

By Nicolau Tolentino de Almeida

Trus, trus... — “Quem bate aí?” — “Um seu criado.”

“Quem procura?” — “Um senhor que faz poesia.”

“Pode entrar, meu senhor, muito bom dia...

Pode sentar-se...” — “Eu já estou sentado.

“Que tem por cá?” — “Senhor, ao meu cuidado

A limpeza de um bairro se confia:

Aonde, com licença e cortesia.

Foi um bacio enorme escangalhado.

“É o caso: uma preta vinha andando

C’um serviço: eis que um prelo, dos do Neto

Lhe sai pela licença perguntando:

“C’o susto entorna o vaso sobre o prelo.

Dou-lhe pai te; pode ir-se preparando.

Que tem assunto para um bom soneto. “