AOS SONETOS QUE FAZIA JOSÉ DANIEL
Trus, trus... — “Quem bate aí?” — “Um seu criado.”
“Quem procura?” — “Um senhor que faz poesia.”
“Pode entrar, meu senhor, muito bom dia...
Pode sentar-se...” — “Eu já estou sentado.
“Que tem por cá?” — “Senhor, ao meu cuidado
A limpeza de um bairro se confia:
Aonde, com licença e cortesia.
Foi um bacio enorme escangalhado.
“É o caso: uma preta vinha andando
C’um serviço: eis que um prelo, dos do Neto
Lhe sai pela licença perguntando:
“C’o susto entorna o vaso sobre o prelo.
Dou-lhe pai te; pode ir-se preparando.
Que tem assunto para um bom soneto. “