AS ESTÁTUAS

By Gustavo de Paula Teixeira

No jardim do castelo, em majestosa fila,

Quedam marmoreamente as estátuas radiantes;

O orvalho matinal, que, rútilo, cintila,

À cabeça lhes forma estemas de brilhantes.

São os filhos da Grécia heróica. Entre bacantes,

Sileno empunha a taça e Minerva, tranquila,

A égide opõe a Amor, que as setas coruscantes

Da aljava arranca, sempre em vão, para feri-la.

Riem ninfas gentis de olhos claros, serenos,

E cisma Apolo, o deus que em época remota

Dominou gerações e gerações de helenos!

E Adonis, cujo olhar não há pincel que imite,

Conserva na pupila eternamente imota

A nostalgia azul dos tempos de Afrodite...