ÀS FIVELAS CHAMADAS A LA CHARTRE

By Nicolau Tolentino de Almeida

Oh quantos mexicanos patacões,

Mareados talheres já sem par,

À tonta avó o neto vai furtar

De mofendos decrépitos caixões:

Fundidos em quadrados fivelões

Para à Chartres o neto passear,

Traz nos pés a baixela singular

Que podia servir em correões.

Capitão Vento-sul, rico holandês,

Que de prata sutil pequenos ós

Servem só de fivelas nos teus pés,

Vem admirar-te, vendo que entre nós

Traz o pobre peralta português

Por fivelas molduras de tremós.