Bálsamo santo

By Delminda Silveira de Sousa

Melhor que o beija-flor no brando ninho,

Nini o pequenito, repousava

no maternal regaço que o abrigava

como alvo berço, em maciez de arminho.

E brincando a sorrir, o pobrezinho

co’a pequenina mão acarinhava

aquele seio, — flor que lhe guardava

os nectários da vida, do carinho.

Mas, qual da rosa espinho despiedado,

invejoso alfinete se atreveu

a picar-lhe o dedinho alvo, rosado...

Um grito soa; o sangue já correu;

porém materno beijo apaixonado

tudo sanou qual bálsamo do Céu!