Basta...

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Fita as Estrelas límpidas do espaço;

Vê como fulgem, como são brilhantes!

Ergue para elas o teu pobre braço;

E procura tocá-las, por instantes.

Mas sentirás tristíssimo cansaço,

Horas e horas de anseios fatigantes!

Que longe está do azul todo o regaço!

Como estão as estrelas tão distantes!

Ah! entretanto, para a gente tê-las,

Para a gente sentir essas estrelas,

E por elas viajar bem satisfeito,

Basta esperar, basta ter fé e crença,

E ter a alma na luz do amor suspensa,

E as mãos hirtas cruzadas sobre o peito.