Braços

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Quem tem uns braços como protetores,

Como amparos na vida irresoluta,

Não sente mágoas e não sente dores,

Abre o peito sereno para a luta.

Avança como os rijos gladiadores,

Pelejando no campo da disputa;

E não recua ao toque dos tambores,

E ao retinir da forte espada astuta.

Assim, jamais recuarei, se tenho

Em vós, da fortaleza todo o engenho;

Se de vós vem o arrimo aos meus cansaços;

Se em vós possuo a proteção mais forte;

Se em vós confio, até na própria morte,

Ó braços protetores dos meus braços!