CAIPORISMO
Morava o Dr. Deiró,
Mesmo ao lado do Marreco:
Este deixava o caneco
Para beber água só
Na quartinha do Doutor,
Que, por mais que se escamasse,
Não achava o bebedor,
Nem quem do dito falasse.
Chegou, porém, triste dia,
Em que o Marreco, bebendo,
Foi de gozo adormecendo,
E o Deiró também dormia.
Que beber abençoado!
Mas foi a sede tão rija,
Que o Marreco foi pegado
Com a boca na botija.