CAIPORISMO

By Sebastião Cícero dos Guimarães Passos

Morava o Dr. Deiró,

Mesmo ao lado do Marreco:

Este deixava o caneco

Para beber água só

Na quartinha do Doutor,

Que, por mais que se escamasse,

Não achava o bebedor,

Nem quem do dito falasse.

Chegou, porém, triste dia,

Em que o Marreco, bebendo,

Foi de gozo adormecendo,

E o Deiró também dormia.

Que beber abençoado!

Mas foi a sede tão rija,

Que o Marreco foi pegado

Com a boca na botija.