CANTO DE ONIPOTÊNCIA

By Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Cloto, Átropos, Tifon, Laquesis, Siva...

E acima deles, como um astro, a arder,

Na hiperculminação definitiva

O meu supremo e extraordinário Ser!

Em minha sobre-humana retentiva

Brilhavam, como a luz do amanhecer,

A perfeição virtual tornada viva

E o embrião do que podia acontecer!

Por antecipação divinatória,

Eu, projetado muito além da História,

Sentia dos fenômenos o fim...

A coisa em si movia-se aos meus brados

E os acontecimentos subjugados

Olhavam como escravos para mim!